Quem sou...e o passado...

Azeites com paixão

A ti Paizinho, Fernando Monteiro, que partiste a 31 de Outubro de 2021 dedico-te todo este trabalho... Eterna saudade + 

As minhas gerações... e o azeite...

Um dos olivais de sua bisavó -Maria Valente- onde hoje é a zona Industrial de Abrantes. A apanha da azeitona era uma festa! 

Seu Bisavô António Monteiro de Oliveira era mestre na FUNDIÇÃO DO ROSSIO DE ABRANTES, S.A. onde montava vários lagares de azeite. Em Penamacor montou o último lagar que resultou num fim trágico...

As raízes dos seus antepassados....seu  

Tetravô Vicente Vaz Monteiro foi um dos fundadores da Casa Agrícola Vaz Monteiro.

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Ana Monteiro

Quem sou!

ANAzeites, marca e pseudónimo de Ana Monteiro, nasceu na cidade de Abrantes-Portugal fruto de um know-how que seu Pai - Fernando Monteiro- lhe transmitiu. Cresceu no ambiente das glorificadas e antigas marcas portuguesas- Azeite Pic-Nic - Óleo Campino e Sabão SPIL. Estes três produtos foram concebidos e comercializados por seu Pai, Fernando Monteiro e tornaram-se na sua referência de aprendizagem. 


ANAzeites é -pelo menos- a quinta geração a trabalhar em prole deste ouro da terra apta a levar o bom nome do azeite português para a nossa aldeia global.


Em suma, ANAzeites tem um grande reconhecimento no mercado internacional - principalmente o mercado Brasileiro - devido à ajuda preciosa de seu Pai e aos elevados padrões de qualidade adoptados a todos os azeites assinados por ANAzeites. 

Toda identidade gráfica é criada e executada por si. Paralelamente, tem também vários textos por si elaborados respeitantes ao tema azeite. 

Espero por si para degustar nossos azeites!

Saudações, ANA MONTEIRO
«Azeite de Portugal um bem sem igual!»

Casa agrícola Vaz Monteiro... o início...

in: Álbum Alentejano - Distrito de Portalegre: 

"Entre as casas agrícolas existentes no concelho sobressai a ilustre Casa Vaz Monteiro, de que é representante o abastado proprietário, Ex.mo Sr. José Nogueira Vaz Monteiro, filho de Ponte de Sôr, que com tanto carinho distribui o bem pelas classes pobres e está sempre pronto a patrocinar todas as iniciativas que tendam a engrandecer a sua terra natal, que ele deve grandes benefícios. 

As suas vastas propriedades situadas neste concelho e no de Aviz, Alter do Chão e Golegã produzem em grande escala, trigo, milho e cortiça.

No ramo pecuário é considerável a sua importância em rebanhos de ovelhas e cabra, criação de gado bovino com bons exemplares reprodutores e engorda de porcos.

Nestes últimos anos tem arroteado com poderoso tractor grandes extensões de charneca e cedido a seareiros a exploração de muitos hectares que estavam incultos. 

Em azeite é também o maior produtor do concelho, possuindo lagares bem montados em Ponte de Ser e Santo Cristo , concelho de Alter do Chão, exclusivamente para a azeitona das suas herdades. 

A casa Vaz Monteiro é uma das mais importantes não só no Concelho de Ponte deSor, mas de todo o distrito de Portalegre. 

Foi fundada pelo sr. Francisco Vaz Monteiro, que veio para esta região, como administrador da Herdade da Amieira, que pertencia a um tio seu. "

José Vaz Monteiro 

  • Fundador da Ganadaria José Vaz Monteiro em 1840.
  • Vice-Presidente da Companhia das Águas de Lisboa.
  • Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
  • Herdeiro das Quintas da Ponte e do Morgado, em Arruda dos Vinhos, de Bartolomeu de Gamboa e Lis - 3º Barão de Arruda.
  • Participante da Exposição Universal de Paris de 1889, inauguração da Torre Eiffel, com vinhos da Arruda.

in: Arquivo municipal de lisboa: "O DOUTOR JOSÉ VAZ MONTEIRO

O palácio, depois de vendido pelos herdeiros Cruz Alagoa, como antes se disse, passaria para a posse do Dr. José Vaz Monteiro 72, médico, deputado e grande lavrador, cuja biografia justificará alguma atenção, até pelo nexo que estabelece com a história olissiponense. De entre os diversos ocupantes do palácio Alagoa, seria, talvez, pelo tempo que permaneceu bem como pela sua personalidade, o mais marcante do período posterior ao da família fundadora.

Natural da Chamusca, Pinheiro Grande 73, onde nascera a 25-01-1820, sendo batizado na ermida de Santa Bárbara, lugar de Carregueira a 12 de fevereiro seguinte 74, José Vaz Monteiro formara-se em Medicina, especializando-se depois em Paris, onde se viria a doutorar pela Sorbonne, cerca de 1845 75, estando à época ainda solteiro. De regresso a Portugal tornou-se médico extraordinário do Hospital de S. José, por decreto de 30 de julho de 1855, conforme se pode ler na carta de nomeação, dada no Paço de Sintra em 16 de agosto desse ano e confirmada em 25 do mesmo mês, selada com as armas reais:

Dom Fernando Rei Regente dos Reinos de Portugal e Algarves, em nome de El-Rei faço saber [...] o médico José Vaz Monteiro, Doutor em Medicina pela Universidade de Paris, e habilitado para o exercício da profissão nestes Reinos, por Carta da Eschola Medico Cirurgica de Lisboa [...] por proposta do Conselheiro e Enfermeiro-mor do Hospital Real de S. José, hei por bem em nome de El-Rei nomear ao referido facultativo José Vaz Monteiro para medico extraordinário do mesmo Hospital 76.

Três anos depois, em 5 de junho de 1858, sendo desde 1856 adjunto do diretor do Hospital da Cólera à Junqueira e ali morador (em casa ainda existente junto ao Hospital Egas Moniz), casou com D. Amélia Augusta Rodrigues de Sousa de Aguiar, de ascendência transmontana, embora natural de Lisboa. A probabilidade de serem ainda aparentados, por essa via (oriundos de casas nobres de Bornes, Vila Pouca de Aguiar), dada a similitude de nomes próprios, apelidos e localidades, parece plausível. O facto de ter frequentado a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde, em 1842, defendeu tese sobre aneurismas espontâneos 77, em vez de, como seria natural, cursar Coimbra, ter-se-á devido à instabilidade política dos acontecimentos (porque com o pretexto de se reformarem os estudos a abertura da universidade foi suspensa - carta régia de 23-09-1831 - e com o desembarque das tropas liberais no Mindelo em 11-08-1832, esteve fechada até acabar a guerra civil, reabrindo por portaria de 14-05-1834) 78.

Talvez não fosse alheia à opção de uma maior proximidade dos locais onde a sua parentela e ele próprio tinham grandes propriedades (Chamusca, Carregado, Golegã, Arruda dos Vinhos e Ponte de Sor). O seu empenho pela agricultura adviria, também, do facto de, em 1840, ter criado a ganadaria mais antiga de Portugal, fundada com vacas e sementais da casta portuguesa, procedentes de marquês de Vagos, e que constitui um património genético único.

Data desse mesmo ano uma curiosa escritura em que, de uma parte, o "Illustrissimo e Excelentissimo Marquez de Niza Dom Domingos Francisco Xavier Telles Castro da Gama Athaide Noronha Silveira e Sousa, Par do Reino, do Conselho de S. Magestade", procurador da marquesa sua mulher, "e d' outra José Farinha Relvas de Campos e José Vaz Monteiro, lavradores, proprietários, moradores na vila da Golegã, e ora estantes nesta Corte", relativas ao arrendamento da quinta do Paul de Boquilobo, por sete anos, a José Vaz Monteiro; da quinta do Monte dos condes da Foz, com todas as suas pertenças, situadas no concelho de Benavente, e que "estava elle Jose Vaz Monteiro convencionado" para transferir o marquês de Niza todo o direito e ação de sublocatário, porque estava muito contente de o ter por rendeiro e "porque tinha achado nelle a melhor disposição para lhe fazer os suprimentos que carecia na posição em que já se tem achado e de que precisava para desempenhar obrigações a que estava ligado". Por esse motivo fazia-lhe outra prorrogação de sete anos do dito Paul de Boquilobo, até 1858. Os motivos de Niza prender-se-iam com dívidas da sua casa, no valor de mais de 15 contos de réis. "E por elle Jose Vaz Monteiro foi dito que aceita arrendamento e quitação S.Exª" 79.

José Vaz Monteiro descobrira a vocação de capitalista e, a diversidade de interesses, acabou por fazer com que dedicasse cada vez menos tempo à medicina e cirurgia, embora tenha chegado a possuir consultório numa rua da freguesia de S. Nicolau, em Lisboa, para se consagrar à grande lavoura e à política, outra das suas fortes motivações. Veio a receber legados e propriedades do barão de Arruda, que, embora dono de considerável património, também deixara dívidas, as quais deviam ser pagas pelo herdeiro do remanescente da herança o Dr. José Vaz Monteiro. Questão que se arrastou judicialmente, porquanto, em 1885, ainda se discutia:

o modo da sucessão dos bens sitos na Arruda, que pelo testador foram deixados em usufructo ao seu presado amigo o Dr. José Vaz Monteiro e sua esposa D. Amelia Augusta Aguiar Vaz Monteiro, dizendo o testador a fl. 6: "por morte do dito meu presado amigo e de sua esposa, deixo o usufructo dos meus bens a seu filho José Vaz Monteiro, e por morte d'este intituo por herdeiro dos mesmos bens a seu irmão Augusto Frederico Vaz Monteiro, e se este for falecido a esse, então, instituo por herdeiro dos mesmos bens aquella de suas irmãs mais velhas que existir 80.

Os juízes da Relação acordaram que a dívida de valor superior a 11 contos fosse paga pelo herdeiro Dr. José Vaz Monteiro.

Não obstante as constantes batalhas judiciais que travou ao longo da existência, com devedores, inquilinos, casas comerciais falidas e o próprio Banco de Portugal 81, de que era, em 1860, um dos 200 acionistas 82, conseguiu, graças à sua fortuna, engenho e espírito empreendedor, tomar parte na administração de várias instituições, como a Companhia de Seguros Fidelidade, de que foi acionista (pelo menos desde 1861 e ainda o era em 1864) 83, do Jardim Zoológico de Lisboa 84, da Companhia Lisbonense de Illuminação a Gaz 85, da Liga promotora dos interesses materiais do Paiz, de que era, em 1848, o representante da câmaras da Golegã e da Chamusca, da Companhia dos Cannaes da Azambuja, membro da Real Associação de Agricultura, etc.

No plano político foi deputado por Abrantes na legislatura de 1858 e 1859, pelo círculo eleitoral do Cartaxo (1882-1884) com 2929 votos em 2947 eleitores 86. Integrou todas as comissões de Agricultura e a de Saúde Pública (1882-1883), no governo da Regeneração 87. Procurador eleito pela Arruda na Junta Geral do Distrito de Lisboa, de cuja comissão de Agricultura fez parte (1886).

Além de fazer prevalecer medidas de grande alcance, à época, tal como a criação da Companhia das Águas de Lisboa, de que foi fundador, diretor e vice-presidente (1860 a 1890):

Concorrendo como abastado proprietário e capitalista que é, com capitães próprios de promovendo o concurso dos de sua numerosa e abastada família. Eleito director, desde a organização da Companhia, tem continuado n'este cargo por sucessivas reeleições. Pelas suas muitas relações e influência, conseguiu a Companhia a conclusão fácil e amigável da maior das expropriações, o que foi um assignalado serviço [...] El-Rei agraciou-o com a Commenda de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, mas elle pelo seu desprendimento e rigidez de princípios não aceitou esta graça 88.

Foi, como se disse, um impulsionador da grande lavoura e um entusiasta das ceifeiras debulhadoras a vapor Mac-Cormick, que vira com o seu amigo Geraldo José Braamcamp, na exposição universal de Londres (1851) e sobre as quais escreveram, cada um, o seu artigo 89.

Entre política, lavoura, gestão financeira e administração de companhias, a parte social seria, como era corrente, um modo de amenizar as tensões acumuladas por intensa atividade, como revela a imprensa da época, ao descrever uma das festas ocorridas no palácio Alagoa 90:

Para festejar o seu aniversário natalício, o sr. Dr. Jose Vaz Monteiro reuniu na 6ª feira última as pessoas de suas mais íntimas relações. Depois de um opíparo jantar que durou 3 horas, em que o serviço foi magnífico e abundante n'um menu escolhido em que tomaram parte 60 pessoas, seguiu-se uma esplêndida soirée nas espaçosas salas onde a profusão de luzes e flores fazia realçar as elegantes toilettes das sympathicas damas.

Executaram primorosamente ao piano uma Sèrenade de Hummel, as distinctas amadoras, D. Alice Schroeter 91 e D. Emília Amado, sobrinha da exmª Srª D. Amélia Vaz Monteiro.

A exmª Srª D. Beatriz Vasconcellos cantou com todo o mimo a romanza Dime che m'ami e um trecho da Força do Destino, que foi executado com todo o primor de arte findo a qual a distincta amadora foi calorosamente aplaudida.

Entre outras pessoas, lembra-nos ter visto, o exmª sr Visconde de Falcarreira 92, sua exmª Esposa e filha, Dr. Manuel da Silva Franco 93 e filhas, Gustavo Liebermeister e esposa 94, D. Anna de Aguiar, Teixeira de Lemos 95 e esposa, João de Moura Borges, sua esposa e filhas Dr. Pedro Pires 96 [...], Leopoldo Schroeter e filhas, D. Clementina Amado e filhas, Dr.Luiz Bivar 97 e esposa, Johannes Wimmer 98 e esposa, Martins de Carvalho e esposa, Pizani e esposa, João Kemp 99, sua esposa e filhas, os Viscondes de Ribamar 100 e filho, D. Henriqueta Talone 101, D. Vicenzia Mazziotti, Eugénio Bandeira de Mello 102, sua esposa e filho, Visconde da Bella Vista 103 [...] D. Thereza de Freitas Rego, [...] António de Moura Borges, 104 António Vaz Monteiro [...] Padre Senna de Freitas 105, Dr. Forjaz, [...] Emygdio da Silva, João Pitta, Caetano Mazziotti 106, João Ludovice 107, Raphael de Andrade 108 [...] e muitas outras pessoas [...].

Terminou esta agradável festa com um esplendido cotillon [...] retirando-se os convidados penhoradíssimos pela affabilidade dos donos da casa e de suas symphaticas filhas D. Amélia, D. Virgínia 109, D. Elisa 110 e D. Maria Vaz Monteiro.

O anfitrião veio a morrer a 21-07-1890, pelas 5h da tarde, na sua casa no número 183 da rua da Escola Politécnica, conforme lavrou o prior de S. Mamede, Teixeira de Vasconcelos,

o Excelentissimo José Vaz Monteiro, de setenta anos d'edade, Dotor [sic] em Medicina, proprietário, cazado com Dona Amélia Augusta Aguiar Vaz Monteiro [...] Filho legítimo dos Excelentissimos António Ventura Monteiro e de Dona Maria dos Prazeres Vaz Monteiro, proprietários, naturais da dita freguesia de Pinheiro Grande 111.

No parlamento, na sessão de 23 de julho de 1890, foi emitido voto de sentimento, por proposta do deputado António Maria Jalles, logo secundado pelo ministro da Marinha, Júlio de Vilhena, ficando o presidente de comunicar "à família do finado".

Após a morte do Dr. Vaz Monteiro ainda ali residiram a viúva e filhos, os quais em partilhas dividiram vários terrenos no entorno da propriedade, alguns dos quais cedidos por D. Ricarda Vaz Monteiro 112 e outros prédios vendidos por seu irmão Augusto Frederico Vaz Monteiro 113, tudo para abertura da avenida Álvares Cabral, artéria que liga o largo do Rato ao jardim da Estrela.

O palácio Alagoa, veio a ser alienado pela família, cerca de 1918/9, após a morte da viúva do doutor Vaz Monteiro. Quanto à capela de Nossa Senhora da Conceição (ou de Santo António), sabe-se que, por essa data, ainda estaria bem conservada, celebrando-se missa ao sábado, segundo Gustavo de Matos Sequeira. Posteriormente o culto foi abandonado e do seu interior, enquanto templo, nada resta.

Após a citada venda, o edifício foi dividido em duas partes. De uma (n.º 177 a 195) foi comprador o doutor Magalhães de Barros, passando pouco depois para a posse do visconde de Sacavém. Da outra (n.º 167 a 175) seria adquirente a firma Montez Champalimaud, com sede na rua do Alecrim, em Lisboa, em cuja posse se manteve, representada em 1931 por João Champalimaud 114 que, em pedido à Câmara Municipal, refere ser ali morador e querer pintar o edifício de cor-de-rosa estucado 115. Não seriam as únicas alterações ou pedidos de beneficiação116 feitas por estes detentores, por exemplo em 1967117, ano em que o 1.º andar do n.º 167 estava ocupado pela Academia Portuguesa da História 118, ou ainda mais tarde, em 1972 119. Nesse mesmo n.º 167 encontrava-se instalada, em 1947, uma Sociedade Literária Almeida Garrett, fundada em 1907 120, que em petição de 22 de setembro desse ano, também pedira obras de conservação. Nos anos subsequentes a massa edificada foi-se degradando, tanto externa como internamente, até que na primeira década do século XXI foi adaptada a condomínio e parte do jardim deu lugar a um parque de estacionamento. O edifício, tal como hoje se apresenta, resulta desse processo interventivo, que adulterou as características arquitetónicas e outros espaços. Razão essa que torna tal intervenção o ponto de rutura mais marcante, desde que as casas nobres Cruz Alagoa foram erguidas, e, por esse motivo, encerra um ciclo. Uma vez que as adaptações sofridas até então nunca foram tão drásticas e irreversíveis.

Em suma, do fundador da casa e da parentela que se lhe seguiu, bem como dos restantes moradores e das suas vivências, sobrou uma memória fragmentada, dispersa, que se tentou recuperar trazendo-a, praticamente até à atualidade.


NOTAS

* João Manuel Vaz Monteiro de Figueiroa-Rego é doutor em História Moderna, investigador integrado do Centro de História d'Aquém e d'Além-Mar (CHAM), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde coordenou o Grupo das Configurações Políticas e Institucionais, integra o conselho editorial dos ANAIS de que é coordenador. Investigador integrado do CIDEHUS - Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora onde coordena a coleção E-working papers. Tem participado em vários projetos internacionais, publicou numerosos estudos e recebeu os prémios Fundação Eng.º António de Almeida (Porto) e Associação Portuguesa de História Económica e Social (APHES). Bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia (bolsa de doutoramento e bolsa de pós-doutoramento.). Correio eletrónico: joaofigueiroarego@gmail.com

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72 CARVALHO, Pinto de - Lisboa d'outros tempos. Lisboa: Ed. Parceria A.M.P. 1898. p. 322.

73 Os melhores edifícios do Pinheiro são: a casa detrás da igreja (de B. Vaz Monteiro). As propriedades rústicas mais importantes são: o casal velho, da família Vaz Monteiro, que é valiosíssimo pelos extensos montados de sobro. Ver: PIMENTEL, Alberto - A extremadura portugueza. Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1908. (Portugal pittoresco e ilustrado, 2)

74 ANTT, Registos paroquiais, Chamusca, Pinheiro Grande, liv. batismos n.º 6, f. 76.

75 Passaporte registado a 7 de novembro de 1845 na delegação portuguesa em Londres para José Vaz Monteiro, natural da Carregueira, solteiro, cirurgião, viajar para França. O passaporte fora passado pelo Governo Civil de Lisboa a 12 de setembro de 1842; ANTT, Ministério dos Negócios Estrangeiros, liv. 555, f. 107. (informação que agradeço ao meu bom amigo Dr. João Bernardo Galvão Telles).

76 ANTT, Registo geral de mercês de D. Pedro V, liv. 7, f. 32v.-33.

77 SILVA, Inocêncio Francisco da - Dicionario bibliográfico português. Lisboa: Imprensa Nacional, 1987. vol. XIII, p. 235.

78 MIRABEAU, Bernardo António Serra de - Memoria historica e commemorativa da Faculdade de Medicina. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1872. p. 255.

79 ANTT, Cartórios notariais de Lisboa, 12.º cartório, liv. de notas n.º 179, f. 67v.-70v. e f. 87-88v.

80 Gazeta da relação de Lisboa, 1.º Anno, n.º 32, 1885, p. 256; n.º 67, Lisboa 21 janeiro 1886, p. 495-496.

81 Gazeta da relação de Lisboa, 2.º Anno, n.º 6, Lisboa, 4 julho 1886; p. 55; n.º 12, Lisboa, 5 de agosto 1886; n.º 22, Lisboa 14 de outubro 1886, p. 191.

82 Estava em 78, e tinha subscrito mais de 12 contos de réis; Lista dos 200 accionistas do Banco de Portugal em que são compreendidos os que formam a Assemblea Geral no dia 20 Janeiro 1860. Lisboa: Imprensa Nacional, 1860.

83 Lista dos Accionistas da Companhia de Seguros Fidelidade em 31 de Dezembro 1861. Lisboa: Typ. De J. Morando, 1861 e idem, de 29 fevereiro 1864.

84 Jardim Zoologico e de Acclimação em Portugal, relatório da direcção e parecer do conselho fiscal. Lisboa: Imprensa Nacional, XIII ANNO 1895, 1896, p. 33. Idem, XIV ANNO, 1896, Lisboa: Imprensa Nacional, 1897, p. 33.

85 Companhia Lisbonense de Illuminação a Gaz, Lista dos Senhores Accionistas que têem voto na primeira Assemblea Geral Ordinaria do Anno Economico de 1859-1860. Lisboa: Imprensa Nacional, 1860, Rellação nominal dos accionistas da Companhia Lisbonense de Illuminação a Gaz. Lisboa: Imprensa Nacional, 1862.

86 MÓNICA, Maria Filomena, coord. - Dicionário biográfico parlamentar:1834-1910. Lisboa: Imprensa Ciências Sociais; Assembleia da República, 2005. vol. II, D-M., p. 969-970.

87 Diario Illlustrado (sabbado 29 Novembro 1890).

88 O Occidente, p. 194.

89 MONTEIRO, José Vaz - Algumas considerações práticas e económicas a respeito da ceifadora de Mac-Cormick. Revista Agronómica, florestal, zootechnica e noticiosa. Lisboa: [s.n.]. Tomo 1 (10 de junho de 1857) e BRAAMCAMP, Geraldo J. - Apreciação da máquina de ceifar de Mac-Cormick. Revista Agronómica, florestal, zootechnica e noticiosa. Tomo 1 (10 de junho de 1857). Veja-se ainda Archivo rural. Vol. VIII (1865-6), p. 82 apud REIS, Jaime - Latifúndio e progresso técnico no Alentejo. Análise social. Lisboa: ICS. 3.ª Série. Vol. XVIIII (1982), p. 384.

90 28 de janeiro de 1884.

91 Anuário da nobreza de Portugal. Lisboa: Dislivro Histórica, 2006. tomo III, p. 1575.

92 Era irmão do marquês de Franco e Almodôvar, vivia na rua do Salitre, n.º 134 a 138; rua Vale do Pereiro, n.º 1, no palacete Falcarreira, hoje classificado. AML, Obra n.º 15288.

93 O avô homónimo, juiz de Fora da vila de Golegã (ANTT, Registo geral de mercês de D. Maria I, liv. 25, f. 231v.), fez justificação de nobreza em 1805. ANTT, Feitos findos: justificações de nobreza, mç. 28, n.º 31.

94 D. Emilia Laura de Chelmicki, com quem casara nesse ano, filha do general José Carlos Conrado de Chelmicki, cavaleiro das ordens de Cristo, de Nossa Senhora da Conceição, da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, de Avis, Isabel a Católica, etc, que fora autor de Memoria sobre o aqueducto geral de Lisboa feita por ordem do Ministério das Obras Publicas em portaria de 15 de fevereiro de 1856.

95 Coronel Emílio Teixeira de Lemos, muito condecorado nas campanhas de África e amigo de Mouzinho de Albuquerque; Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), Vultos, 3.ª parte: exposição histórica da ocupação em 1937: retratos de figuras de campanhas coloniais do séc. XIX e princípios do séc. XX. Organizada pelo Ministério das Colónias, no pavilhão do Parque Eduardo VII em 1937. Casou 2 vezes, a 1.ª com uma filha do doutor Vaz Monteiro, a 2.ª com uma sobrinha desta, neta do anterior. Viveram na quinta de São Sebastião, ao Lumiar, que se encontra classificada. Ver: CAMARA, Teresa; GOMES, Carlos - Jardins da Quinta de São Sebastião / Jardins da Quinta de São Sebastião da Pedreira / Jardins da Quinta do Roxo [Em linha]. In Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. Lisboa: Direcção-Geral do Património Cultural, 2008 [Consult. 20.02.2016]. Disponível na Internet: https://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=10421.

96 Pedro Silveira da Mota de Oliveira Pires. ANTT, Registo geral de mercês de D. Luís I, liv. 3, f. 108. Era casado com Alice Schroeter, vd. Anuário da nobreza de Portugal. Lisboa: Dislivro Histórica, 2006. tomo III, p. 1575.

97 Luís Frederico de Bivar Gomes da Costa (1827 - 1904), que tal como o seu amigo José Vaz Monteiro era filiado no Partido Regenerador. Foi do conselho de Sua Majestade Fidelíssima, juiz do Supremo Tribunal de Justiça e presidente da Câmara dos Dignos Pares do Reino. Na altura, da festa descrita, era o presidente do Tribunal da Relação de Lisboa; ANTT, Registo geral de mercês de D. Luís I, liv. 49, f. 221v.

98 A família Wimmer von Frankenstein tem origem em Annaberg, na Silésia Prussiana. Johannes Wimmer foi o primeiro do seu nome que se radicou em Portugal. Nascido em 1842 em Frauenstein na Saxónia, foi com 18 anos primeiro para Paris. Em 1864 fundou, juntamente com Karl Blanck de Hamburgo, a Companhia de Navegação J. WIMMER & Co. Foi Cônsul Geral do Império Austro-Húngaro na Corte Portuguesa, tal como seu filho Hans Wimmer, mais tarde.

99 João Kemp Larbeek. ANTT, Feitos findos: juízo da Índia e Mina. Justificações ultramarinas: Brasil, mç. 39, n.º 4.

100 D. Henriqueta Sofia Leonor da Costa Carvalho, 2.ª viscondessa de Ribamar casada com Frederico Carlos Agnelo Talone, membro do partido regenerador e grande amigo de Fontes Pereira de Melo. Foi comendador da ordem Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, 1.º oficial da Secretaria de Negócios do Reino, provedor do asilo da Ajuda e redator do Diario Illustrado, desde a fundação, em 1872. Seria, dada esta última situação, o visconde a fonte informativa.

101 Viria a casar com o epigrafista José Maria Cordeiro de Sousa, filho do conselheiro Luciano Cordeiro, que era filiado no Partido Regenerador e foi deputado pelo círculo de Mogadouro na legislatura de 1882-1884 e pelo de Leiria em 1884.

102 À época era chefe da contabilidade da Casa da Moeda e Papel Selado. ANTT, Registo geral de mercês de D. Luís I, liv. 36, f. 71.

103 Rodrigo da Costa Carvalho, (1818-1894), fidalgo cavaleiro da Casa Real, comendador da ordem de Cristo e da de Nossa Senhora da Conceição; de número extraordinário da de Isabel a Católica, de Espanha. ANTT, Registo geral de mercês de D. Luís I, liv. 23, f. 174v.

104 Fidalgo cavaleiro da Casa Real. ANTT, Registo geral de mercês de D. Luís I, liv. 28, f. 20v.

105 Sobre este, personalidade muito viajada e atenta às modificações intelectuais e sociais da sua época, polemista temido e orador prestigiado, foi organizado um congresso Igreja, sociedade, cultura: o padre Sena Freitas e o seu tempo. Universidade Católica Portuguesa, 20 e 21 de outubro de 2005.

106 ANTT, Registo geral de mercês de D. João VI, liv. 19, f. 160

107 ANTT, Registo geral de mercês de D. Pedro V, liv. 23, f. 44v.

108 Comendador Rafael José Lopes de Andrade. ANTT, Tribunal do comércio, mç. 17, n.º 13, cx. 17

109 D. Virgínia Vaz Monteiro, casou na capela Nossa Senhora da Conceição, privativa da casa de seus pais, rua da Escola Politécnica, Lisboa, com Fortunato António Mendes de Almeida, capitão de cavalaria (para a carreira militar deste último, vd: Arquivo Histórico Militar (AHM) - PT/AHM/G/LM/A/21/01/0052 e PT/AHM/G/LM/A/16/04/0990. Foram padrinhos: o conde da Feitosa e Joaquim Vaz Monteiro, morador em Ponte de Sor.

110 Casou com o coronel Emílio Augusto Teixeira de Lemos.

111 ANTT, Registos paroquiais: freguesia de S. Mamede de Lisboa, , liv. de óbitos de 1890, registo 78.

112 AML, Estudos e projetos de arruamentos. Cedência gratuita de um terreno necessário para a abertura da avenida Álvares Cabral, feita por Ricarda Vaz Monteiro. AMLSB/CMLSB/UROB-PU/09/01164.

113 AML, Livro de escrituras n.º 86, f. 8. Escritura de compra de todos os domínios do prédio n.º 96 a 100 da travessa de Santa Quitéria, necessárias para a conclusão da avenida Alvares Cabral, por Augusto Frederico Vaz Monteiro e outros. PT/AMLSB/ CMLSB/AGER-N/02/09124.

114 Tratar-se-ia, provavelmente, de João Montez Champalimaud que veio a morrer em Lisboa, em 16.03.1935. Para a resenha genealógica desta família vd. Anuário da nobreza de Portugal. Lisboa: Dislivro Histórica, 2006. tomo III, p. 1058-1072.

115 AML, Obra n.º 2855, licença n.º 4239 (03-09-1931)

116 AML, Obra n.º 2855, Processo n.º 19433/PET/1962; Processo n.º 48632/DAG/PG/1963; Processo n.º 233/DCEOD/1963; Processo n.º 50790/DAG/PG/1966; Processo n.º 52426/DAG/PG/1967.

117 AML, Obra n.º 2855, Processo n.º 52426/DAG/PG/1967 de 1967-12-29, requerente: Montez Champalimaud, Lda. Assunto: anteprojeto. Contêm memória descritiva e justificativa e projeto de ampliação e alteração com plantas do 1.º, 2.º e 3.º andar, casa da porteira, cobertura, alçados e cortes. Rua Escola Politécnica, 161-175, freguesia: São Mamede.

118 AML, Obra n.º 2855, ofício 4679. A Academia Portuguesa da História estivera nos nove anos anteriores, em condições deficientes, num edifício na rua de S. Bento. Contudo ao passar para o palácio Alagoa, onde se manteria durante 22 anos, dispunha já de melhores condições, incluindo uma sala onde podiam reunir-se cerca de 40 pessoas. A degradação subsequente, com infiltrações de água, tetos deteriorados e a possibilidade de alguns dos pavimentos abaterem, impôs nova mudança da instituição, desta vez para o denominado palácio da Rosa, instalações cedidas pela Câmara Municipal em 1973.

119 AML, Obra n.º 2855, Processo n.º 2270/DMPGU/OB/1972, requerente: Montez Champalimaud, Lda. Exposição sobre obras a efetuar, rua Escola Politécnica, 161-175, freguesia: São Mamede.

120 Diário de Notícias (10 de março de 1904). TOSTÕES, Ana - Em direção a uma nova monumentalidade: a obra da sede e museu da Fundação Calouste Gulbenkian. AAVV - Revista de história da arte: Lisboa espaço e memória. Lisboa: Instituto de História da Arte. N.º 2 (2006), p. 206." 

Créditos: https://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-31762016000200004

https://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/Cadernos/2serie/cad6/cam_06.pdf

https://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ocidente/1880/N71/N71_item1/P4.html

«Azeite de Portugal um bem sem igual!»