Simbologia e mitologia

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-Simbologia e mitologia... pela Eng.ª Ana Monteiro

A simbologia, por vezes se entrelaça com a mitologia e lendas ...

"A história da oliveira é tão antiga como a existência dos povos do Mediterrâneo.

Árvore imemorial e de enorme riqueza lhe é atribuída muitos mitos e simbologias, sendo associadas a tradições, a práticas religiosas, a fins medicinais ou a usos culinários.

Várias representações artísticas como pinturas em paredes, cerâmica ou em mosaico adornam os templos da antiguidade.

Os símbolos mais importantes que lhes atribuíram são: a vitória, a paz, o progresso, a abundância, a sabedoria, a justiça, a fertilidade, a purificação, a divindade, a força, a recompensa, entre outros.

Como exemplo de justificação para tais simbolismos temos:

1) Em 1500 a.C foi atribuída à civilização minoica, que se localizava na ilha de Creta, a primeira civilização que aprendeu a cultivar a oliveira e a técnica da extração do azeite e prosperaram no comércio do azeite. Esta civilização lhe atribuiu a simbologia da força e da vida.

2) Tornou-se assim, numa árvore venerada por diversos povos do Mediterrâneo estando muito presente na mitologia grega.

Na Grécia, temos um dos símbolos mais marcantes que está associado à deusa Atena (no grego ático: Αθηνά, transl. Athēnā ou Aθηναία, Athēnaia), também conhecida como Palas Atena (Παλλάς Αθηνά), a qual, faz parte dos doze deuses olímpicos sendo uma figura mitológica grega com grade destaque no panteão grego. Era considerada a deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia em batalha, das artes, da justiça e da habilidade.

Ela recebeu culto em toda a Grécia Antiga e está associado à criação e proteção da cidade do mesmo nome, Atenas.

Na luta com Poseidon (Neptuno para os romanos), ambos os deuses, queriam assumir a proteção da região da Ática. Nenhum deles estava disposto a desistir. Sendo assim, o rei Cecrops, pediu aos deuses que oferecessem para a região de Ática e aos seus habitantes um presente útil. O deus a quem pertencesse o presente escolhido tornava-se o protetor da região.

Escultura de Posídon em Copenhaga.
nota: imagem da web

Posídon foi o primeiro a chegar à colina da Acrópole, bateu o tridente (garfo ou forcado é uma arma branca antiga que se assemelha a uma lança com três pontas) no chão da Acrópole e dela jorrou uma fonte de água salgada e surgiu também um cavalo esplêndido.

Atena Giustiniani, cópia romana de original grego. Museus Vaticanos
nota: imagem da web

Atena feriu a terra com a sua lança, produzindo faíscas domou o cavalo e criou uma oliveira e ofereceu um ramo de oliveira ao rei de Ática.

Cecrops considerou o cavalo como um símbolo de guerra e o ramo de oliveira como símbolo da paz.

O povo da região reconheceu que a oliveira era o presente mais valioso, assim como, os doze deuses porque a oliveira dava a azeitona e o azeite, por sua vez, este óleo iluminava a noite e suavizava a dor dos feridos, fornecendo alimento rico em sabor e energia. Era uma dádiva preferível e conferiram à deusa Atena a soberania sobre a região da Ática. Em virtude desta lenda, a deusa deu o seu nome à nova cidade que nascia naquela colina, onde se deu a lenda, lugar da Acrópole designada por Atenas, hoje capital da Grécia.

3) Na mitologia clássica, Homero compôs trinta e três hinos homéricos, de autoria anônima em grego e é uma estrutura hexâmetra, sobre diversos deuses e divindades gregas, como Afrodite, Atena, Deméter, Hermes, Herácles, Castor e Pólux, Gaia ou Hera.

Os estudiosos admitem que estes poemas foram escritos por diversos autores antigos e escrito em diferentes épocas.

No Hino Homérico a Deméter ou Demetra - (em grego: Δημήτηρ, "deusa mãe" ou talvez "mãe da distribuição") deusa grega, filha de Cronos e Reia, da terra cultivada, das colheitas e das estações, nos transmitem uma conotação "divina" às oliveiras.

Busto de Deméter no Casino di Villa Boncompagni Ludovisi
nota: imagem da www

"...

(ll. 19-32) He caught her up reluctant on his golden car and bare

her away lamenting. Then she cried out shrilly with her voice,

calling upon her father, the Son of Cronos, who is most high and

excellent. But no one, either of the deathless gods or of mortal

men, heard her voice, nor yet the olive-trees bearing rich fruit:

only tender-hearted Hecate, bright-coiffed, the daughter of

Persaeus, heard the girl from her cave, and the lord Helios,

Hyperion's bright son, as she cried to her father, the Son of

Cronos. But he was sitting aloof, apart from the gods, in his

temple where many pray, and receiving sweet offerings from mortal

men. So he, that Son of Cronos, of many names, who is Ruler of

Many and Host of Many, was bearing her away by leave of Zeus on

his immortal chariot -- his own brother's child and all

unwilling.

..."

"...

(ll. 90-112) But grief yet more terrible and savage came into the

heart of Demeter, and thereafter she was so angered with the

dark-clouded Son of Cronos that she avoided the gathering of the

gods and high Olympus, and went to the towns and rich fields of

men, disfiguring her form a long while. And no one of men or

deep-bosomed women knew her when they saw her, until she came to

the house of wise Celeus who then was lord of fragrant Eleusis.

Vexed in her dear heart, she sat near the wayside by the Maiden

Well, from which the women of the place were used to draw water,

in a shady place over which grew an olive shrub.

... "

in: https://omacl.org/Hesiod/hymns.html

4) No livro 'O fabricante de flauta na pólis dos atenienses' ;in: Phoînix. volume 8, 2002, pp . 279-306 do autor THEML, Neyde diz-nos que na região de Pédion correspondia as planícies de Eleusis, Mesogéia e Maratona, sendo esta última planície, uma zona com bom plantio para a Oliveira. Várias referências nos dizem que nesta planície, esta árvore milenar, era protegida e quem as danificasse eram levados perante a justiça grega. A sua proteção deve-se ao facto de serem divinas dada ao fruto que geram e ao produto extraído.

Reforçando o que se menciona anteriormente Paulo Dourado de Gusmão leciona neste pequeno texto as leis gregas:

"...As leis gregas, a partir do século VI a.C., diferenciavam-se das demais leis da Antiguidade por serem democraticamente estabelecidas. Não eram decretadas pelos governantes, mas estabelecidas livremente pelo povo na Assembleia. Resultavam, pois, da vontade popular. [...] Lançaram as bases da Democracia. Devemos a eles o princípio do primado da lei, incorporado à Cultura Ocidental. A justiça, pode-se dizer, era a meta do direito grego, confundida sempre com o bem da pólis"

Temos como por exemplo o texto de lei disciplinando o corte de árvores em Atenas:

"Quem quer que despoje oliveira em Atenas, não sendo por algum propósito religioso do povo ateniense ou de seus demos, ou para uso próprio até o limite de duas por ano, ou com vista a atender a necessidade de uma pessoa falecida, será devedor ao Tesouro de cem dracmas por cada oliveira, e um décimo dessa quantia caberá à deusa. Também deve pagar cem dracmas por cada oliveira ao denunciante. E as acusações relativas a esta matéria serão levadas ao arconte, de acordo com a instância pertinente...."

O direito grego também nos informa que neste tempo em Creta:

"...cada tribo que conquistava sua independência territorial - algo como nossos municípios emancipados - deveria escolher um exemplo jovem para no dia da festividade de fundação, plantar uma oliveira como símbolo de prosperidade daquele novo solo."....

In: https://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=6346

4.1) Na Grécia Antiga havia um festival religioso e atlético designado por Jogos Olímpicos, que se realizava de quatro em quatro anos na região ocidental do Peloponeso, no núcleo de Olímpia era o Áltis, um bosque sagrado. No centro do bosque, ficava o templo em estilo dórico que tinha no seu interior uma colossal estátua de Zeus, que era considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

A data tradicional atribuída à primeira edição dos Jogos Olímpicos é de 776 a.C. A mitologia conta-nos que aos atletas vencedores era atribuído uma coroa de glória feita com folhas de oliveira, símbolo de glória e respeito por parte da população grega. Este facto refere-se à lenda "Quando Reia deixou Zeus aos cuidados dos dáctilos, ou curetes, de Ida, Héracles de Ida, o mais velho, derrotou seus irmãos em uma corrida, e foi coroado com um ramo de oliveira."

Atenas (Grécia), 1896 - Movimento Olímpico nota: Imagem da web

4.2) No texto grego, do Párodo do Rei Édipo Sófocles (c. 496 AC-406 AC) diz que a rama da oliveira tinha um simbolismo de crença quando invocavam um pedido a um Deus.

"...Conforme antigo costume grego, os que tinham alguma súplica a fazer aos deuses acercavam-se dos altares trazendo ramos de louros, ou de oliveira, enfeitados com fitas de lã...."

"...Édipo, tu que reinas em minha pátria, bem vês esta multidão prosternada diante dos altares de teu palácio; aqui há gente de toda a condição: crianças que mal podem caminhar, jovens na força da vida, e velhos curvados pela idade, como eu, sacerdote de Júpiter. E todo o restante do povo, conduzindo ramos de oliveira, se espalha pelas praças públicas, diante dos templos de Minerva, em torno das cinzas proféticas de Apolo Ismênio!..."

Também e de sua autoria a seguinte frase que glorifica esta árvore intemporal:

"Uma gloriosa árvore floresce na nossa terra dórica: Nossa doce, prateada ama de leite, a oliveira. Nascida sozinha e imortal, sem temer inimigos, a sua força eterna desafia velhacos jovens e idosos, pois Zeus e Atena a protegem com olhos insones" - Sófocles, Édipo

5) A oliveira tem assim um simbolismo universal que prolifera tanto em simbolismos no ocidente como no oriente sendo uma dádiva da natureza que dá alimento, previne doenças e dá iluminação. Por sua vez, o azeite é símbolo de luz, pureza e prosperidade.

6) No Japão, simboliza a amabilidade, na China segundo uma lenda chinesa, a madeira neutraliza certos venenos e, por isso, lhe é conferido o simbolismo tutelar/proteção.

7.1) A sua pluralidade simbólica acentuou-se na Bíblia. Ou seja, na tradição cristã, a Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro") é o texto religioso de valor sagrado para o Cristianismo. Ela é a interpretação religiosa do motivo da existência do Homem na terra sob a perspetiva judaica e é narrada por humanos. Foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.

No Géneses, capitulo 6 - O Diluvio - a pomba de Noé volta à Arca trazendo no bico o ramo de oliveira, após o Diluvio. O retornar da pomba confirma a aliança feita entre Noé e o Senhor, que após o flagelo e a assunção das águas voltava a Paz e a bonança. Esta narrativa do Cristianismo faz do ramo da oliveira o símbolo da paz.

"Reproduções - desenhos da Pomba da Paz, por Picasso"

Nota: Imagem da web

"...

Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra. A pomba, porém, não achou repouso para a planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e recolheu-a consigo na arca.

E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. Então esperou ainda outros sete dias, e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele...."

Gênesis 8:8-12
The Animals Entering Noah' Ark , ca. 1570,

Jacopo Bassano (called Jacopo da Ponte, Italian High Renaissance Painter, ca.1510-1592),

Oil on canvas, 207 x 265 cm, Museo del Prado, Madrid, Spain

7.2) Na Bíblia são inúmeras as passagens conferindo à oliveira, ao fruto e ao óleo extraído, o azeite, um grande simbolismo cristão. Deus usou muitas vezes as plantas e árvores para falar ao nosso coração, como exemplo:

"-E especiarias, e azeite para a luminária, e para o azeite da unção, e para o incenso aromático. Êxodo 35:28

-Azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, Êxodo 25:6

-E a terra atenderá ao trigo, e ao mosto, e ao azeite, e estes atenderão a Jizreel. Oséias 2:22

-E azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção, e para o incenso aromático. Êxodo 35:8

-E pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos, untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás, Êxodo 29:2

-E de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveiras um him. Êxodo 30:24

-Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. Deuteronômio 8:8

-E, quando ofereceres oferta de alimentos, cozida no forno, será de bolos ázimos de flor de farinha, amassados com azeite, e coscorões ázimos untados com azeite. Levítico 2:4

-Se o oferecer por oferta de ação de graças, com o sacrifício de ação de graças, oferecerá bolos ázimos amassados com azeite; e coscorões ázimos amassados com azeite; e os bolos amassados com azeite serão fritos, de flor de farinha. Levítico 7:12

-E um cesto de pães ázimos, bolos de flor de farinha com azeite, amassados, e coscorões ázimos untados com azeite, como também a sua oferta de alimentos, e as suas libações. Números 6:15

-Em pedaços a partirás, e sobre ela deitarás azeite; oferta é de alimentos. Levítico 2:6

-E sobre ela deitarás azeite, e porás sobre ela incenso; oferta é de alimentos. Levítico 2:15

-E fortificou estas fortalezas e pôs nelas capitàes, e armazéns de víveres, de azeite, e de vinho. 2 Crônicas 11:11

-E as eiras se encherão de trigo, e os lagares trasbordarão de mosto e de azeite. Joel 2:24

-Tu semearás, mas não segarás; pisarás a azeitona, mas não te ungirás com azeite; e pisarás o mosto, mas não beberás vinho. Miquéias 6:15

-Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais suave do que o azeite. Provérbios 5:3

-E o candelabro da luminária, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a luminária, Êxodo 35:14

-Também o sacerdote tomará do logue de azeite, e o derramará na palma da sua própria mão esquerda. Levítico 14:15

-Também o sacerdote derramará do azeite na palma da sua própria mão esquerda. Levítico 14:26

-As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mateus 25:3"


7.3) Nos atos aos cristãos o azeite é um dos símbolos do Espirito Santo. A Difusora Bíblica explica-nos essa relação simbólica deste óleo extraído da azeitona:

"...

2. SÍMBOLO DO ÓLEO

O óleo é utilizado em quatro sacramentos: unção baptismal, unção dos doentes, unção do crisma e unção sacerdotal. A unção do óleo aparece ainda na consagração dos altares da Eucaristia. Por outro lado, a Bíblia refere a unção de vários tipos de pessoas: reis, sacerdotes e profetas. Que sentido tem a unção com azeite ou óleo?

2.1. Óleo, símbolo da abundância e felicidade. Partindo do deserto em direcção às terras férteis e cultivadas, o povo hebreu encontrou as oliveiras, que forneciam a azeitona para alimento, assim como o azeite para a comida e para curar as feridas. Daí, o óleo passou a concretizar simbolicamente a prosperidade e fertilidade (Dt 33,24).

2.2. O óleo, símbolo da cura espiritual. Na sociedade em que vivia o povo da Bíblia, os remédios eram todos extraídos da natureza. Para curar feridas, e sobretudo para aliviar as dores, utilizava-se frequentemente a unção com óleo.

2.3. Unção com óleo perfumado, símbolo do Espírito. No mundo oriental, era importante a indústria dos perfumes. Uma raiz antiga deu origem ao termo ruah, que significa espírito, e também a um outro termo reah, que significa perfume, espaço perfumado. Ora, como na fabricação dos perfumes entrava sempre o azeite, daí a ligação do azeite/óleo com o Espírito Santo.

A massagem ou unção com óleo do corpo dos guerreiros, dos atletas e dos que tinham trabalhos pesados é uma tradição muito antiga. O óleo/azeite, muitas vezes imbuído de essências perfumadas penetrava na pele e dava ao organismo novo vigor e agilidade. Daí a relação com o Espírito de Deus, que penetra até ao mais íntimo do coração humano. A sagração-unção dos reis e, depois, dos sacerdotes.

2.4. O Espírito desce no Baptismo sobre Jesus e torna-o o Ungido (Messias) ou Cristo.

2.5. O cristão é a comunidade dos ungidos, a partir do Pentecostes...."

in: https://www.difusorabiblica.com/siteantigo/15.htm

Basílica de São Paulo, Itália

8) Segundo uma lenda hebraica e como nos diz o livro "Lendas dos Vegetais" de Eduardo Henrique Vieira Coelho de Sequeira:

"...Adão, vendo-se velhíssimo, com 900 anos, mas, cheio de vigor e saúde, gabou-se diante de Deus de ser forte e imortal. Deus para lhe castigar o orgulho paralisou-lhe os membros inferiores, fez-lhe cair os dentes e tirou-lhe a luz dos olhos, dizendo-lhe que eram os sinais precursores da morte. Adão não quis acreditar na palavra do Senhor e mandou o filho mais velho ao Paraíso buscar um fruto da arvore da vida, afim de recuperar as forças perdidas. O filho em vez do fruto trouxe a vara com que Adão foi expulso do Paraíso. Adão partiu-a em três pedaços que plantou no solo, mas logo que as arvores nasceram Adão morreu.

As árvores nascidas da vara plantada por Adão foram a oliveira, o cedro e o cipreste. Desta última é que depois saiu a madeira com que fabricaram a cruz em que Cristo morreu...."

in:https://books.google.pt/books?id=514IkAVdp4sC&pg=PT31&lpg=PT31&dq=lenda+dos+vegetais+Eduardo+Henrique+Vieira+Coelho+de+Sequeira&source=bl&ots=hTS8QV2X6R&sig=9agURNWpZ67dXtRudd4WmGqq2JM&hl=pt-PT&sa=X&ei=Q0FZVOmPDbP-sATAx4L4Cw&ved=0CC4Q6AEwAg#v=onepage&q&f=false

A Criação de Adão é um afresco de 280 cm x 570 cm, pintado por Michelangelo Buonarroti por volta de 1511, que figura no teto da Capela Sistina.
Nota: Imagem da net

O lugar onde decorre esta lenda é no Monte Tabor (575 metros acima do nível do mar) localizado na Galileia e fica a 17 km a oeste do Mar da Galileia.

Muitos acreditam que foi no topo deste monte que, segundo os Evangelhos, terá ocorrido a transfiguração (Lc 9, 28-36) de Jesus Cristo, sendo considerado como um dos lugares místicos da Terra Santa.

9) O Domingo de Ramos foi instituído a partir do século IV e registra o cumprimento da profecia que aconteceu com Jesus Cristo:

"...Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta" (Zacarias 9:9).

"...trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então, puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou. E a maior parte da multidão estendeu as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, espalhando-os pela estrada. E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!

..." (Mateus 21:7-9)

"Domingo de ramos." Pintura (29 de Marzo de 2012), entrada triunfal de Jesús en Jerusalén. Pintura de Giotto.
Nota: Imagem da net

Como modo de recordar essa entrada de Jesus de Nazaré na cidade de Jerusalém as pessoas na Missa do Domingo de Ramos levam um ramo com alecrim e oliveira, estes são abençoados e levados pelos fiéis para serem colocados em cruz nas suas casas. O alecrim e a oliveira tornaram-se assim símbolos da Páscoa.

10) Ainda na tradição Judaico - Jean Chevalier Cristão (2002) diz que:

"...

a cruz de Cristo, segundo uma velha lenda, era feita de oliveira e cedro. É, além disso, na linguagem da Idade Média, um símbolo de ouro e do amor.

..."

11) Ângelus Silesius, inspirando-se na descrição do Templo de Salomão escreve:

"Se puder ver na tua porta madeira de oliveira dourada, chamar-te-ei imediatamente templo de Deus`" (op.cit., 657)

Templo de Salomão.nota: três imagens da web

O Templo de Salomão (no hebraico: בית המקדש, transl. Beit HaMiqdash), foi, segundo a Bíblia hebraica, o primeiro templo em Jerusalém. Foi construído no século XI a.C., e teria funcionado como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé (Jeová), Deus de Israel, templo onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos como korbanot.

Torna-se num templo importante para o cristianismo porque o rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para Javé (YHWH), onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés.

A madeira da oliveira é aqui enaltecida nas esculturas de querubins, tornando-se, um símbolo de amor e ouro. Como nos diz a Bíblia em 1 Reis 6: 31-32:

"...

Salomão edifica o templo

1 - Foi na primavera do quarto ano do reinado de Salomão que ele começou efectivamente a construção do templo; 480 anos depois do povo de Israel ter deixado a escravidão do Egipto.

2 - O templo tinha trinta metros de comprimento, dez de largura e quinze de altura.
3 - A fachada principal tinha um pórtico de dez metros de comprimento e cinco de fundo.
4 - Tinha janelas com grades.

5/6 - Fez também edificar compartimentos em todo o comprimento de ambos os lados do templo, contra as paredes exteriores. Estes quartos eram da altura de três andares, sendo o do primeiro piso de dois metros e meio de largura, o segundo piso de três metros e o de cima, três e meio. Os compartimentos estavam ligados à parede do templo por vigas que se prendiam a blocos no exterior da parede, portanto as vigas não estavam inseridas mesmo na parede.

7 - As pedras usadas na construção do templo foram assentes sem o ruído de martelo nem de qualquer outro instrumento semelhante.

8 - Para o andar inferior dos compartimentos laterais entrava-se pelo lado direito do templo, e havia umas escadas em caracol até ao segundo andar; um outro lanço de escadas levava até ao último piso, o terceiro. 

9 - Acabada a edificação, Salomão mandou revesti-la toda, incluindo as traves e os pilares, com cedro. 

10 - Tal como se disse, havia de cada lado da construção, encostado às paredes laterais, um anexo de quartos, ligado ao edifício com vigas de cedro. Cada andar desse anexo media dois metros e meio de altura.

11/13 - Então o Senhor deu a Salomão a seguinte mensagem respeitante ao templo que estava a construir: "Se andares de acordo com a minha palavra e seguires os meus mandamentos e instruções, farei o que disse ao teu pai David: Viverei no meio do povo de Israel e nunca os desampararei."

14/18 - Por fim o templo ficou acabado. Todo o interior foi revestido de cedro, do chão ao tecto; o sobrado foi feito com pranchas de cipreste. Igual revestimento sofreu a câmara interior, no fundo do templo - o lugar santíssimo - também do chão ao tecto, com tábuas de cedro; só que estas tiveram de ser cortadas à medida do compartimento, portanto, tábuas de dez metros; para o resto do templo - para além do lugar santíssimo - empregaram-se tábuas de vinte metros. Por todo o edifício, o revestimento de cedro que cobria a pedra das paredes tinha incrustados botões de flores e flores abertas.

19/22 - O compartimento interior era onde estava a arca da aliança do Senhor. Este santuário interior tinha dez metros de comprimento, dez metros de largura e dez metros de altura. As paredes e o tecto eram cobertos de ouro puro. Salomão fez um altar de cedro para esta sala. Depois mandou revestir o resto do interior do templo com ouro puro, incluindo o altar de cedro; fez também umas cadeias de ouro para proteger a entrada do lugar santíssimo.

23/28 - Para o interior deste, fez as estátuas de dois querubins de madeira de oliveira, cada uma delas com cinco metros de altura. Foram postos lado a lado de tal forma que com as asas abertas, as do lado exterior tocassem em ambas as paredes laterais, e as do interior se tocassem uma à outra, no centro da peça; cada asa media portanto dois metros e meio e cada querubim, com as asas abertas atingia o dobro dessa medida - os dois anjos eram pois de medidas iguais. Estavam recobertos de ouro.

29/30 - Havia figuras de querubins, palmeiras, flores abertas incrustradas nas paredes do templo e do santuário interior; o chão de ambos os lugares também estava revestido de ouro.

31/32 - A entrada para o lugar santíssimo eram portas com cinco lados, de madeira de oliveira, tinham também querubins desenhados, palmeiras e flores abertas; e tudo recoberto de ouro.

33 - Mandou igualmente fazer ombreiras de madeira de oliveira para a entrada do templo.34/35 - Colocaram-se duas portas duplas, feitas de madeira de cipreste; cada porta dobrava-se sobre si mesma. Também estas portas tinham os mesmos desenhos - querubins, palmeiras, flores abertas - todas revestidas cuidadosamente de ouro.

12) Em Roma temos outro testemunho da mitologia referente à árvore e a relação que tem com os fundadores da cidade de Roma. Esta cidade, possui várias versões escritas por vários historiadores, biógrafos, ensaístas e filósofos. Como exemplo, há registos do livro "vidas paralelas" - "Teseu e Rômulo" escrito pelo grego Pultarco (c.46-120)

Esta lenda está ligada à mitologia/divino porque o pai dos gémeos era o Deus da guerra "Marte" (Ares para os gregos), por sua vez, era filho de Júpiter (Zeus) e de Juno (Hera).

Marte tinha um papel preponderante no Panteão Romano, e está associado a um "Deus bom da agricultura" mas, dada a sua persistência de expandir os seus domínios e de se tornarem num povo conquistador, que gerava guerras e mortes. Marte perdeu esse seu lado agrícola passando a ser um Deus Guerreiro associado à Minerva (Atena) e a Vitória (Niké).

36 - As paredes do átrio interior tinham três fiadas de pedras lavradas intercaladas com uma de vigas de cedro.

37/38 - Os alicerces do templo foram postos no mês de Maio do quarto ano do reinado de Salomão, e todo o edifício ficou inteiramente completo, com todos os seus acabamentos, em Novembro do décimo primeiro ano do seu reinado. Levou portanto sete anos a construir.

..."

Os personagens desta obra são lendários mas na sua ótica eles teriam existido.

A lenda conta que os dois irmãos gémeos viram a luz do dia, pela primeira vez, debaixo dos galhos de uma oliveira.

in: https://www.thelatinlibrary.com/ovid/ovid.fasti3.shtml

Há muitas referências lendárias que poderia referenciar, mas vou destacar o que, Amúlio fez nesse tempo, a seu irmão o Rei de Alba Longa Numitor. Amúlio queria o poder da cidade e para ter assassinou os descendentes varões de Numitor e ordenou que sua sobrinha se tornara Vestal - Reia Silvia. Ela assim não podia ter filhos e Amúlio não teria de futuro nenhum filho dele, que lhe viesse retirar o trono.

E os Deuses reverteram essa situação que ele planeava, segundo a lenda.

Públio Ovídio Nasão (43-18 a.C.) nos seus livros "Os Fastos" no volume III, narra poeticamente o nascimento dos gémeos de Réia Silvia e a sua trajetória.

Mosaico romano com Marte a descer sobre a vestal Reia Sílvia
Imagem: web

Plutarco baseou-se na sua obra nos relatos de Díocles e Fábio Pictor, narrando em prosa.

Sendo assim, os gémeos foram abandonados no Rio Tibre, com o fim, de se afogarem, mas a cesta que os levava chegou à margem no sopé do "monte Palatino".

Aqui dois animais sagrados - associados ao culto de Marte - uma loba os encontrou e os amamentou e um pássaro "picanço" lhes dava comida na gruta Lupercal - situado perto de Palatino.

"A Lupa Capitolina é uma escultura de bronze, mantida nos Museus Capitolinos, de dimensões aproximadamente naturais que representa a loba das narrativas romanas sobre a Fundação de Roma. É tradicionalmente considerada como uma peça da arte etrusca, mais precisamente do escultor Vulca de Veios, que teria sido fundida no curso inferior do rio Tibre"

Posteriormente foram encontrados por um camponês chamado Fáustulo - os quais os encontrou sobre uma figura brava - chamada "Ruminal" (Pultiauco).

De Pietro da Cortona, Rômulo e Remo abrigados por Fausto, de 1643, encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Imagem: web

Em 2007 Arqueólogos italianos encontraram essa gruta.

Fausto e Aca Laurência adoptaram os gémeos e lhes deram o nome de Rômulo e Remo. Cresceram ao lado dos filhos destes camponeses, agricultores e pastores.

Os mitos e poemas relatam que aos dezoito anos foi descoberto a verdade da sua origem.

Muitas explicações, mitos e histórias são narradas e nos diz que conseguiram a autorização do seu avô para fundar as suas próprias cidades ou comunidades e assim retomaram ao Paladino.

O historiador Dionísio de Halicarnasso escreveu no seu livro "Das Antiguidades Romanas" publicado no séc. I dizendo que Rômulo queria fundar a cidade chamada Roma nas bases do Palantino mas Rémo contrariava e queria que fosse fundada nas bases do monte Aventino e que se chamasse Remora.

Não houve consenso e decidiram aguardar por um auspício, mantendo atenção ao céu. E na lenda regista que Rómulo avistou doze abutres voando na direcção de Palantino e o irmão gémeo vira seis. Pelo facto do número do número doze ser auspicioso nas culturas, Rómulo decidiu que seria esse o sinal e começara cada um a construir até que houve uma discussão e no meio da raiva Rómulo teria matado Remo.

Para quem quer ler esta lenda completa em latim podem aceder ao link:

https://www.thelatinlibrary.com/ovid/ovid.fasti3.shtml

"P. OVIDI NASONIS FASTORVM LIBER TERTIVS

Bellice, depositis clipeo paulisper et hasta,Mars, ades et nitidas casside solve comas.

forsitan ipse roges quid sit cum Marte poetae:

a te qui canitur nomina mensis habet.

ipse vides manibus peragi fera bella Minervae: 5

num minus ingenuis artibus illa vacat?

Palladis exemplo ponendae tempora sume

cuspidis: invenies et quod inermis agas.

tum quoque inermis eras, cum te Romana sacerdos

cepit, ut huic urbi semina magna dares. 10

Silvia Vestalis (quid enim vetat inde moveri?)

sacra lavaturas mane petebat aquas.

ventum erat ad molli declivem tramite ripam;

ponitur e summa fictilis urna coma:

fessa resedit humo, ventosque accepit aperto 15

pectore, turbatas restituitque comas.

dum sedet, umbrosae salices volucresque canorae

fecerunt somnos et leve murmur aquae;

blanda quies furtim victis obrepsit ocellis,

et cadit a mento languida facta manus. 20

Mars videt hanc visamque cupit potiturque cupita,

et sua divina furta fefellit ope.

somnus abit, iacet ipsa gravis; iam scilicet intra

viscera Romanae conditor urbis erat.

languida consurgit, nec scit cur languida surgat, 25

et peragit tales arbore nixa sonos:

'utile sit faustumque, precor, quod imagine somni

vidimus: an somno clarius illud erat?

ignibus Iliacis aderam, cum lapsa capillis

decidit ante sacros lanea vitta focos. 30

inde duae pariter, visu mirabile, palmae

..."

Moedas italianas de 100 liras de 1967 e 1991 com a deusa Atena e a oliveira.

Nota: Imagem da web

13) No Islamismo , Islão ou sIslã, o Alcorão ou Corão (em árabe: القرآن, transl. al-Qurʾān, lit. "a recitação") é o livro sagrado dos muçulmanos, os quais, creem que o Alcorão é a palavra literal de Deus (Alá) revelada ao profeta Maomé (Muhammad) ao longo de um período de vinte e três anos.

Nesta religião a Oliveira é uma árvore "central", símbolo do Homem Universal e do Profeta.

"...

Deus é a luz dos céus e da terra. Sua luz assemelha-se a um nicho onde está uma lâmpada. A lâmpada está num lampadário; o lampadário brilha como um astro de grande esplendor. A luz tem sua origem numa árvore abençoada, a oliveira, que não é nem do Leste nem do Oeste, e cujo azeite brilha ainda que não seja tocado pelo fogo. Luz sobre luz! Deus guia para a sua luz quem lhe apraz, e fala aos homens com alegorias,

Ele está a par de tudo.

..."

Corão. 5.24,35.3 Manuscrito Árabe, Muhammad, Alcorão [circa final do século XVIII] Nota: Imagem da web

14) A oliveira está também muitas vezes vinculada como símbolo de luz, pois o azeite lampante era usado nas lamparinas da antiguidade para iluminar as noites.

Lamparina de azeite feita em barro
Nota: Imagem da net

15) Em Portugal há um símbolo de heráldica, onde a relação com a oliveira e a fé é no meu ponto de vista, extremamente notório visto que a cidade de Guimarães é o "berço de Portugal".

Nos Apontamentos para a sua História do Padre António José Ferreira Caldas 2.ª Edição, Guimarães, CMG/SMS, 1996, parte I, pp. 64/66 diz-nos:

"...

Tem Guimarães por glorioso e devotíssimo brasão, em campo de

prata, a imagem de Nossa Senhora da Oliveira, vestida de vermelho

com manto azul, sustentando nos braços o Redentor do mundo, e

empunhando na dextra um ramo de oliveira; e remata-o por timbre um

coronel de duque.(...)

(...) pelo ano do nascimento de Cristo de 1342, reinando em Portugal El-Rei D.

Afonso Quarto, da maneira seguinte:

Um rico mercador natural de Guimarães, por nome Pero

Esteves, residente na Cidade de Lisboa, fez levantar um Padrão

defronte da porta principal da Igreja de Santa Maria de Guimarães, hoje Nossa Senhora da Oliveira, e no meio deste Padrão foi erecta uma

Cruz no dia oito de Setembro do dito ano.

Neste tempo já se achava também defronte da sobredita Igreja

uma oliveira que então se julgava seca, a qual ao terceiro dia depois

que se levantou a cruz no meio do Padrão, foi vista reverdecer e brotar

ramos. Por este acontecimento, diz o Autor sobredito, que tanto a

Igreja como a Cidade tomarão por divisa ou Brasão uma imagem de

Nossa senhora com um ramo de oliveira, cuja divisa foi colocada a par

das armas reais; isto mesmo afirma Frei Leão de Santo Tomás na sua

obra intitulada a = Benedictina Luzitana = tratando do Mosteiro de

Guimarães = e acrescenta que não foi sem fundamento que esta vila =

hoje cidade = tomou por Brasão, a imagem de Nossa Senhora com um

ramo de oliveira, porque foi com a fé em Nossa Senhora da Oliveira

que o Nosso Grande Rei Dom Afonso Henriques expulsou os Sarracenos

de Portugal..."

in: https://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/pcaldas/PCaldas035.pdf

https://ngw.nl/heraldrywiki/index.php?title=Guimar%C3%A3es

Brasão da cidade de Guimarães
Nota: Imagem da net

16) Por fim, temos a lenda de Belmonte e a relação com uma prensa de azeite, a Direção Geral do Património Cultural nos descreve esta lenda:

"...A prensa aí representada é origem de uma lenda local, relatando como uma criança de Belmonte, filha de um dos alcaides (descendente de Luís Álvares Cabral), foi raptada e morta, num máquina semelhante, por inimigos que haviam cercado o castelo, visto seu pai se recusar a entregá-lo. Anda que a lenda careça de fundamento, parece aludir à verdadeira simbólica do instrumento, evocando a mitificada fidelidade dos Cabrais. A prensa figurava no brasão de D. Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte, pai do navegador, e representava o rigor com o qual este desempenharia o seu cargo, administrando e aplicando justiça nas terras da Beira e Riba-Côa, e nas comarcas de Viseu e da Covilhã, à qual pertencia a vila. A prensa foi tomada como emblema do Concelho e apresentada em vários locais do burgo, tal como nas suas portas públicas e fontes (Cristina NOGUEIRA, 2005), restando apenas a figuração do pelourinho e uma outra, na Igreja de Santiago, onde está o panteão dos Cabrais, entre vários outros testemunhos da sua acção em Belmonte. SML...."

in: https://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74264

A Prensa -Autor: Germano Frias (Santinho) Nota: Imagem da web

https://www.culturacentro.pt/museuit.asp?id=59

".§ [Eng.ª C.T.A.G. e D.er] Ana Monteiro, junho de 2015 Céd. Prof. N.º 442